quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O lugar escrito

O lugar escrito é um site-blog mantido sob coordenação da Dalila Teles Veras (Livraria Alpharrabio) com o intuito de difundir no espaço virtual o Fórum Permanente de Debates Culturais do Grande ABC, que ocorre mensalmente de forma presencial, na livraria. Trata-se de um dos mais sérios esforços de difusão cultural na região.
Além de divulgar o Fórum no blog, esta postagem é também uma forma de reconhecimento do grande valor da Alpharrabio.
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FÓRUM PERMANENTE DE DEBATES CULTURAIS DO GRANDE ABC

O Fórum Permanente de Debates Culturais do Grande ABC foi criado em 2007 com o objetivo de estabelecer um processo participativo e crítico das políticas públicas da cultura e da ação cultural integrada na região do ABC. Trata-se de um grupo independente, sem constituição jurídica, que vem discutindo, entre muitas questões, estratégias de atuação regional, incluindo a organização da comunidade cultural, o estabelecimento de canais de comunicação, e o reconhecimento da cultura como centralidade e valor inalienável da formação humana.

O Fórum tem reuniões mensais e participantes de nossas sete cidades, dentro os quais, produtores culturais, professores, artistas, ex-secretários de cultura, agentes culturais, estudantes e interessados de varias áreas.

HISTÓRICO

Estimulado pelas discussões da comunidade cultural durante o Congresso de História do Grande ABC, realizado em São Bernardo do Campo, em abril de 2007, posteriormente durante as discussões da Jornada ABCDMaior, realizada também em São Bernardo do Campo, bem como em diversos momentos anteriores na Livraria Alpharrabio, em Santo André, um grupo de pessoas de toda a região do Grande ABC, interessadas em criar um processo participativo e crítico das políticas públicas da cultura e da ação cultural na região do Grande ABC, bem como integrar ações regionais instituiu em novembro de 2007, o Fórum Permanente de Debates Culturais do Grande ABC, sem constituição jurídica.
Desde então, o Fórum mantém ininterruptamente reuniões mensais nas dependências da Livraria Alpharrabio. Ao mesmo tempo em que discute esse processo recolhe demandas dos produtores culturais e interessados, o grupo também elabora projetos de auto-capacitação, para uma efetiva reorganização da própria comunidade cultural, convidando pessoas de notório saber e experiência na área para encontros no Fórum, que trazem informações e indicam bibliografia sobre mecanismos de financiamento à cultura, municipais, estaduais e federais, formas institucionais de participação a serem estabelecidos diretamente com as administrações públicas, enfim, toda informação possível no sentido de preparar essa desejada capacitação. Ouvir dos gestores públicos suas idéias e planos para sua gestão, estabelecendo um diálogo de idéias entre o grupo foi outra decisão do grupo.
Outras preocupações estão no estabelecimento de canais de comunicação e de cobranças, no sentido de fazer valer os seus saberes e tradições, incluindo o reconhecimento da cultura no processo educativo, como um valor inalienável da formação humana. Trata-se da construção de um processo que deve juntar a atual reflexão ao acúmulo de massa crítica pré-existente e que possa dar respostas e representar simbolicamente toda a riqueza de nossa expressão de verdadeiros criadores culturais e políticos.


A partir da reivindicação do Fórum Permanente de Debates Culturais do Grande ABC foi criado, em abril de 2008, O Núcleo Estratégico Cultura (NE) no Consórcio Intermunicipal ABC.
Aquela primeira reunião do GT Cultura, passou a ser histórica, uma vez que:

1) reuniu pela primeira vez, no quarto ano das respectivas gestões municipais, 6 das 7 Secretarias e/ou diretorias de cultura, que, diga-se, não se conheciam pessoalmente e jamais haviam antes esboçado quaisquer discussão sobre problemas comuns na área da cultura e aconteceu por força de uma iniciativa da comunidade.

2) Nessa reunião, foi eleito um coordenador para o GT, Dalila Teles Veras, escritora, dirigente do espaço Cultural Alpharrabio desde 1992, também coordenadora do Fórum, e um relator, Simone Zárate, então Secretária de Cultura de Santo André. Pela primeira vez, na história do Consórcio, um GT contou com um representante da sociedade civil na sua coordenação. Isso se deu não por força de lei, mas por um princípio de reconhecimento, legitimidade e conveniência.

3) Constituído oficialmente, o GT de Cultura, reunindo as 7 secretarias de cultura e representantes da comunidade, indicados pelo Fórum, passou a se reunir mensalmente nas dependências do Consórcio, e encaminhou diversos projetos resultantes de demandas levantadas no Fórum Permanente de Debates Culturais.

O Fórum Permanente de Debates Culturais do Grande ABC, através de seus representantes junto ao GT Cultura no Consórcio Intermunicipal, encaminhou diversos projetos, dentre eles:

a) Projeto de Censo Cultural Regional (em andamento), cuja proposta inovadora, de que o censo se desdobre em ações e contínuo aperfeiçoamento das informações e referências;
b) Mapa de Equipamentos e Ações Públicas de Cultura no ABC, cujos questionários foram remetidos às Secretaria sde Cultura das 7 Cidades e devolvidos devidamente preenchidos;
c) Sugestão para um programa de circulação regional de produtos culturais.

(Dalila Teles Veras)

domingo, 7 de novembro de 2010

Sobre o ENEM

A charge abaixo, do Jarbas, foi publicada no Diário de Pernambuco.
Triste realidade...
(Trocadilho com a canção do Metallica, Sad but True (?))

sábado, 6 de novembro de 2010

Educação como mercadoria

É triste quando as notícias sobre instituições de ensino superior brasileiras são lidas nos cadernos de Economia dos jornais.
O UOL noticiou recentemente que a Anhanguera, "con(a)glomerado" educacional, registrou no último trimestre lucro superior a 32 milhões de reais. Registre-se: LUCRO. Superior a R$ 10 milhões por mês. Chocante.
Há alguns anos defendia-se que era preciso democratizar o ensino superior no Brasil. A falácia ocorrida desde então convenceu a alguns, que acham que estamos democratizando. Não estamos.
Se o acesso é mais fácil, trata-se de acesso a sabe-se-lá-o-que. Não é ensino. Menos ainda, superior.
A notícia referida está disponível aqui.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Três lançamentos

Recentemente foram lançados três livros de colegas por quem tenho grande apreço. Recomendo-os.

Educando para a argumentação: contribuições do ensino da lógica, de Patrícia Del Nero Velasco, publicado pela Editora Autêntica (clique aqui).

Marxismo e libertação: estudos sobre Ernst Bloch e Enrique Dussel, de Antonio Rufino Vieira, publicado pela Editora Nova Harmonia (clique aqui).

Ética intercultural: (re)leituras do pensamento latino-americano, de Ricardo Salas Astrain, publicado pela Editora Nova Harmonia (clique aqui)







quinta-feira, 4 de novembro de 2010

sábado, 30 de outubro de 2010

Declaração de voto (II)

Às vésperas do segundo turno das eleições para presidente - e governadores em alguns estados - uma nova reflexão sobre o meu voto.
Mesmo sem expectativas de grandes transformações, entendo que a Dilma é a melhor opção. Ainda que ambos os partidos concorrentes estejam no mesmo campo político, do centro-direita à direita, a competência petista parece ter superado a tucana, ainda que a cartilha tenha sido, primeiro, rezada por FHC & Cia. As melhoras sociais, apesar de baseadas em assistencialismos e eleitoralismos, foram significativamente mais marcantes no governo Lula.
Além disso, assumo os motivos expressos na nota política do Partido Comunista Brasileiro sobre o tema. Reproduzo abaixo um trecho:

As candidaturas de Serra e de Dilma, embora restritas ao campo da ordem burguesa, diferem quanto aos meios e formas de implantação de seus projetos, assim como se inserem de maneira diferente no sistema de dominação imperialista. Isto leva a um maior ou menor espaço de autonomia e um maior ou menor campo de ação e manobra para lidar com experiências de mudanças em curso na América Latina e outros temas mundiais. Ou seja, os dois projetos divergem na forma de inserir o capitalismo brasileiro no cenário mundial.

Da mesma forma, as estratégias de neutralização dos movimentos populares e sindicais, que interessa aos dois projetos em disputa, diferem quanto à ênfase na cooptação política e financeira ou na repressão e criminalização.

Outra diferença é a questão da privatização. Embora o governo Lula não tenha adotado qualquer medida para reestatizar as empresas privatizadas no governo FHC, tenha implantado as parcerias público-privadas e mantido os leilões do nosso petróleo, um governo demotucano fará de tudo para privatizar a Petrobrás e entregar o pré-sal para as multinacionais.


O texto integral está disponível aqui.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Sobre as licenciaturas

Reproduzo abaixo nota do prof. dr. Gustavo Dalpian, vice-reitor da UFABC, sobre a carência de licenciados no mercado de trabalho e sobre a "sobra" de incentivos (bolsas...) para interessados na área.
O texto foi originalmente publicado na edição no. 67 do boletim "Comunicare", da UFABC:

Em busca de licenciados
O Brasil enfrenta hoje um sério problema no ensino fundamental e no ensino médio. Faltam professores de quase todas as disciplinas, e grande parte dos alunos não recebe uma formação adequada. Vimos, nos últimos anos, uma melhora sem precedentes no ensino superior, mas os níveis mais fundamentais ainda precisam ser melhor trabalhados.
A solução para essa questão depende de ações governamentais e trabalhistas para valorizar a carreira do magistério. Além disso, a Academia também deve discutir
esse tema e buscar propostas alternativas para a área. A UFABC possui cinco cursos de licenciatura e, portanto, pode ajudar formando professores bem preparados para o mercado.
Ocorre, entretanto, que a busca pelos cursos de licenciatura da UFABC ainda é muito limitada. Possuímos projetos de incentivo a alunos de licenciatura, mas enfrentamos dificuldades em preencher as vagas para as bolsas disponíveis.
O modelo pedagógico da UFABC pode ajudar a resolver esse impasse. Permitimos que nossos alunos se formem em mais de um curso, validando disciplinas já cursadas. Isso potencializa, portanto, um aumento do número de interessados nas licenciaturas.
O incentivo a esse tipo de ação, junto a outras ações propostas pela nossa comunidade, certamente ajudará a melhorar a qualidade do ensino no país.

Gustavo Martini Dalpian
Vice-reitor da UFABC