segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Lançamento de livro - convite

Será lançado nesta semana o livro Curso (in)completo de filosofia, que organizei e que reúne textos escritos por alguns amigos: João Regis Lima, Marcos Euzebio, Suze Piza, Wesley Dourado e eu (clique sobre os nomes para ver os currículos). Cada capítulo do livro aborda um aspecto importante da formação em filosofia, de modo que a obra reúne alguns dos mais relevantes temas que devem, imprescindivelmente, ser estudados por estudantes de Filosofia e por interessados no assunto. Outras informações sobre o livro estarão em breve disponíveis no site da Editora Metodista (clique aqui)
A primeira sessão de lançamento ocorrerá na quarta-feira, dia 24/2, a partir das 19h30, no Auditório Iota da Universidade Metodista (clique aqui para saber como chegar). O cartaz abaixo traz outras informações.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Sobre a história da filosofia

Antes do assunto da postagem, um comentário aos leitores e amigos que acompanham esse blog e certamente perceberam uma desaceleração no ritmo de postagens nos últimos meses. Tem sido um período em que venho me dedicando a escrita de outras coisas - organização de livros, de revistas acadêmicas etc. Assim, as postagens por aqui continuarão, às vezes mais frequentes, outras vezes menos, conforme os ventos e os compromissos permitirem.

Agora, o assunto que queria tratar. É uma reflexão sobre a (des)importância da História da Filosofia, feita por Nietzsche, que trascreverei abaixo. Serve para lembrar os muitos de nós que, apaixonados pela tradição passada, ficamos presos em outros tempos. Muitos de nós que viramos hexegetas, intérpretes, deixando de ser filósofos. Lembremos Nietzsche:

E afinal de contas, o que importa a nossos jovens a história da filosofia? devem eles ser desencorajados a ter opiniões, diante do montão confuso de todas as que existem? Devem eles também ser ensinados a entoar cantos jubilosos pelo muito que já tão magnificamente construímos? Devem eles por ventura aprender a odiar e a desprezar a filosofia? E se ficaria quase tentado a pensar nesta última alternativa, quando se sabe como, por ocasião dos seus exames de filosofia, os estudantes têm de se martirizar, para imprimir nos seus pobres cérebros as ideias mais loucas e mais impertinentes do espírito humano junto com as mais grandiosas e difíceis de captar. A única crítica de uma filosofia que é possível e que além disso é também a única que demonstra algo, quer dizer, aquela que consiste em experimentar a possibilidade de viver de acordo com ela, esta filosofia jamais foi ensinada nas universidades: sempre se ensinou apenas a crítica das palavras pelas palavras. E agora, que se imagine uma mente juvenil, sem muita experiência de vida, em que são encerrados confusamente cinquenta sistemas reduzidos a fórmulas e cinquenta críticas destes sistemas - que desordem, que barbárie, que escárnio quando se trata da educação para a filosofia! De fato, todos concordam em dizer que não se é preparado para a filosofia, mas somente para uma prova de filosofia, cujo resultado, já se sabe, é normalmente que aquele que sai desta prova - eis que é mesmo uma provação - confessa para si com um profundo suspiro de alívio: "Graças a Deus, não sou um filósofo, mas um cristão e um cidadão do meu país!"

Nietzsche, F. Escritos sobre educação. São Paulo: Loyola, 2003.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Curso Livre: Foucault

Segue o convite para o próximo módulo do Curso Livre de Humanidades, que abordará o pensamento de Michel Foucault. As inscrições são gratuitas. Clique na imagem para ampliá-la.



sábado, 2 de janeiro de 2010

Isso é uma vergonha!

O telejornalismo no Brasil não pode ser levado a sério. Datenas, de diversas espécies e emissoras, dispensam comprová-lo. Há âncoras, todavia, que procuram passar imagem de alguma seriedade. Fazem-no especialmente separando bem o que é notícia e o que é comentário, opinião explícita do cidadaão que ocasionalmente esteja apresentando o telejornal.
O Boris Casoy se enquadra nessa segunda categoria. Ainda que seus comentários - opiniões, senso comum - sejam quase sempre conservadores e atrasados, há certa honestidade em sua postura de iniciar um comentário em separado da notícia dada. Isso lhe dá, crê ele, o poder de julgar: "Isso é uma vergonha!"
Mas quando o "áudio vaza" o juiz pode virar réu. No vídeo abaixo está a opinião do Casoy atrás das câmeras. Ridicularizando dois garis por serem eles garis, trabalhadores do lixo. A postura lembra de perto um antisemitismo maquiado. Enoja. Isso, sim, é uma vergonha!


sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

51 anos

Hoje se completam 51 anos da Revolução Cubana, experiência latino-americana original e de singular importância histórica.
Aos interessados na Revolução Cubana, em especial no seu significado histórico para a América Latina e para a construção do socialismo, recomendo a leitura do artigo Três originalidades e um velho caminho, publicado na Revista Múltiplas Leituras por Mauro Iasi, membro do Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e professor na UERJ. Clique aqui para acessar o texto.

Viva a Revolução!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Veja Só

Todos sabemos que a postura imparcial não existe. Assim como não há filosofia ou ciência imparcial (Thomas Kuhn bem nos falou sobre isso), não há jornalismo imparcial. Mas entre a parcialidade involuntária e o uso descaradamente ideológico dos grandes veículos de comunicação, há uma grande diferença. Há coisas que considero criminosas...
Reproduzo abaixo a capa de uma edição deste mês da Revista Veja. Trata-se apenas da capa da revista, que fui revelando aos poucos, em cada uma das imagens abaixo, para que o leitor do Blog possa refletir sobre cada nova imagem que aparece. Veja se não é mesmo o fim!


(Clique nas imagens para ampliá-las)