terça-feira, 12 de abril de 2011

O povão e a direita

Deu na Folha de S. Paulo de hoje:

1) Na capa, o FHC dizendo que os conservadores precisam desistir do povão.

(sinopse do texto aqui)

(texto integral para assinantes UOL ou Folha aqui)




2)Nas tirinhas, o Angeli aponta que...
(clique na imagem abaixo)


Reflexão impertinente: Ah, esses cartunistas...

sábado, 9 de abril de 2011

Hugh Lacey na UFABC

O lugar dos valores nas atividades científicas

Prof. Dr. Hugh Lacey (Swarthmore College) (site aqui)

18 de abril de 2011

14h30, Auditório da Pós-Graduação - bloco B - oitavo andar




Resumo: Apresentarei um sumário do meu modelo da interação entre atividades científicas e valores éticos e sociais. Utilizo o modelo para refletir sobre os fins das atividades científicas e as ideais tradicionais da ciência moderna, e para criticar aspectos da trajetória principal da ciência contemporânea.

Currículo do Palestrante: Hugh Lacey é Senior Research e Scheuer Family Professor Emeritus de Filosofia em Swarthmore College, PA, USA, onde leciona desde 1972. Tem sido também frequentemente professor visitante na USP e outras universidades brasileiras desde 1969. Ele é bacharel (em matemática), com mestrado (história e filosofia da ciência) pela Universidade de Melbourne (Austrália), e PhD (história e filosofia da ciência) pela Universidade de Indiana (USA). Entre seus livros, incluem-se: A linguagem do espaço e tempo (Ed. Perspectiva, 1972), Valores e atitude científica (Discurso editorial, 1998), Is science value free? (Routledge, 1999/2004; tradução russa, 2001); e Values and objetctivity in science and courrent controversy about transgenic corps (Lexinton, 2005). Atualmente trabalha principalmente com questões da interação entre práticas científicas e valores, as relações entre fatos e valores, e a interação entre questões científicas e éticas nas discussões éticas atuais sobre tecnociência (recentemente com ênfase em sementes transgênicas).

Promoção: Mestrado em Ensino, História e Filosofia da Ciência e da Matemática (clique para acessar)

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Hegel? Quem é?

Tugendhat também se esforçou por pensar a filosofia a partir de um ponto que representasse a alteridade europeia. A seu modo, é claro. As duas citações a seguir são extraídas de uma mesma comunicação proferida pelo autor em evento da UFBA. Não deixam de provocar nossa reflexão:

“É evidente, para qualquer pessoa que tenha estudado alguma ciência, que, nela, tem-se que aprender muito, aprender simplesmente informações. Em filosofia é diferente; tem-se pouco o que simplesmente aprender. Mesmo assim, há gente que pensa que aprendeu filosofia porque sabe muito do que Kant disse, do que Hegel disse, etc., mas não sabe pensar. Isso não vale nada”

“O sistema
[de ensino da filosofia] inglês é muito unilateral, pelo fato de que os ingleses pensam saber muito exatamente em que consiste a filosofia. E pensar isso é terrível. Por exemplo, você não ouve praticamente nada da filosofia não-inglesa na Inglaterra, ninguém conhece, por exemplo, Hegel. Coisas assim.”
Ernst Tugendhat


(A filosofia como exercício na universidade. In: José Crisóstomo de Souza (org.), A filosofia entre nós. Ijuí: Unijuí, 2005)

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Escafandro greco-romano

Da mesma série de sarcásticas & provocativas da filosofia brasileira (ver postagem anterior), uma citação do livro do Roberto Gomes, que pouco se aventurou pela filosofia:

“Embora tenhamos uma imensa mitologia construída em cima de nosso jeito piadístico, no momento de pensar não admitimos piada. Queremos a coisa séria. Frases na ordem inversa, palavras raras, citações latinas – e é impossível qualquer piada em latim, creio. [...] Estranha gente, esta. Gaba seu inimitável jeito piadístico, mas na hora das coisas ‘culturais’ mergulha num escafandro greco-romano”.


“Mergulhado num escafandro greco-romano – embora não seja nem grego nem romano – o brasileiro foge de sua identidade”
Roberto Gomes

(Crítica da razão tupiniquim. 13.ed., Curitiba: Criar Edições, 2004.)

terça-feira, 5 de abril de 2011

Husserl, o pavão e a ninfa

Nos estudos acerca da produção filosófica brasileira, a que venho me dedicando nos últimos anos, encontrei algumas pérolas, no melhor dos sentidos do termo. Penso que a diversão - além da reflexão - por elas proporcionada é, por si só, motivo suficiente para justificar sua publicação no Blog.
A primeira é do Paulo Arantes. Possivelmente outras seguirão:

“De modo que nunca sabíamos ao certo: Husserl no bairro da Aclimação, seria como um pavão no quintal da comadre Angélica em Barbacena, ou como uma ninfa no Ribeirão do Carmo?”
Paulo Arantes

(O fio da meada. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996, p. 15)

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Curso livre de humanidades

Filosofar para quê?

Ementa: O projeto Curso Livre de Humanidades, desenvolvido pelos Cursos de Filosofia e de Ciências Sociais (FAHUD) da Universidade Metodista de São Paulo, realizará a partir do próximo dia 05/04, o curso: Filosofar para quê? Um sentido geográfico para a Filosofia.
O curso será ministrado pelos professores Suze Piza, Luci Praun, Claudette Pagotto, Carlos Motta, Oswaldo Oliveira Santos e Hugo A. Matos. A proposta do curso nesse semestre será investigar o próprio ato de filosofar e a significação de filosofar na América Latina. O curso terá sete encontros, oferece certificado de participação e será realizado às terças-feiras das 18:00 às 19:20hs no auditório do Ed. Delta, sala 235, Campus Rudge Ramos, Universidade Metodista de São Paulo.
Inscrições pelo email cursohumanidades@metodista.br, informando nome completo, telefone, endereço de email. O Curso é gratuito e aberto a todos os interessados. Maiores informações: 43665891.

Programa das palestras:
05/04 – Afinal, o que é Filosofia? Suze Piza
12/04 – Acerca dos problemas filosóficos – Carlos Motta
19/04 – A invenção da América Latina – Oswaldo de Oliveira Santos Jr.
26/04 – Industrialização dependente e pensamento social – Luci Praun
10/05 – Industrialização dependente e pensamento social – Claudete Pagotto
17/05 – Filosofar em terras colonizadas – Suze Piza e Hugo A. Matos
24/05 – Filosofia para quê? Suze Piza